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	<title>João Henrique Faria, autor em Alcateia Política</title>
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	<description>Blog Político • Marketing Político</description>
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	<title>João Henrique Faria, autor em Alcateia Política</title>
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		<title>O marketing político em festa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Henrique Faria]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 26 Jun 2026 19:30:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Alcateia Política]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Preparando-se para uma campanha desafiadora, centenas de profissionais da área da Comunicação e Marketing encontraram-se no COMPOL Brasil 2026 e a Alcateia Política estava lá. Muitas histórias, em muitos palcos. Participar do maior evento de Comunicação e Marketing Político do Brasil é sempre uma honra. E desta vez a participação ocorreu em cinco frentes. Eu [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Preparando-se para uma campanha desafiadora, centenas de profissionais da área da Comunicação e Marketing encontraram-se no COMPOL Brasil 2026 e a Alcateia Política estava lá.</em></p>
<p>Muitas histórias, em muitos palcos. Participar do maior evento de Comunicação e Marketing Político do Brasil é sempre uma honra. E desta vez a participação ocorreu em cinco frentes. Eu explico.</p>
<p>O COMPOL Brasil foi palco de muita coisa interessante e tive o prazer de participar de cinco delas. E vou apresentar aqui, um por um.</p>
<p><strong>Teve palestra? </strong></p>
<p><strong>Teve, sim senhor!</strong></p>
<p>Foram mais de 150 palestrantes nos três palcos: Voto, Eleições e Compol. Eu tive a satisfação de levar a minha palestra <strong>“Estratégias Eleitorais – Não tem receita de Bolo!”</strong>, no palco Eleições. As palestras no COMPOL Brasil ocorrem simultaneamente nos três palcos. E eu tive a satisfação de ver as cadeiras ocupadas e mais um tanto gente em pé, assistindo, atentas, àquilo a que me dedico há mais de três décadas: entender os diversos mecanismos que, bem aplicados, tornam uma campanha vencedora.</p>
<p>Aproveitei para dar uma cutucada nos modismos. Surgem e a cada momento são substituídos. E também no reducionismo das formas: “Eleição agora é rede!”, vociferam. E bem sabemos que eleição, na perspectiva da Comunicação, é um mix de mídias online e offline.</p>
<p>Da mesma forma, sabermos que o discurso da emoção, que hoje virou figurinha carimbada, sozinho não se sustenta. Toda campanha precisão de Razão, Emoção e Ação. Não há como dissociar essas três características.</p>
<p><strong>Teve workshop? </strong></p>
<p><strong>Teve, sim senhor!</strong></p>
<p><strong> </strong>E tava eu lá, representando a Alcateia Política, conversando sobre <strong>“Eleições Legislativas – Dois Cases, Duas Estratégias”</strong>. Participaram pessoas de 17 estados de todo o Brasil. Ali, apresentei rapidamente alguns conceitos e falei sobre os tipos de estratégia, na perspectiva macro, que estão encaixadas em quatro grupos:</p>
<ul>
<li>Estratégia Política</li>
<li>Estratégia de Marketing</li>
<li>Estratégia de Comunicação</li>
<li>Estratégia de Mobilização</li>
</ul>
<p>Fiquei muito feliz com a acolhida do público.</p>
<p><strong>Lançamento de livro? </strong></p>
<p><strong>Teve, sim senhor!</strong></p>
<p>E novamente participei como coautor de dois. <strong>“Marketing Político no Brasil – Eleições”</strong>, do Clube Associativo dos Profissionais de Marketing Político – CAMP, do qual sou associado. Christian Jauch, também desta nossa Alcateia Política, também participou deste livro com o capítulo “</p>
<p>No mesma estante de livros estava também o <strong>“Debates Eleitrais – Prepare-se ou morra!”</strong>, organizado por Rodrigo Mendes e Leonardo Lamounier, livro em que contribuí novamente com um capítulo.</p>
<p><strong>E aí? Já acabou</strong></p>
<p><strong>ou tem mais?</strong></p>
<p>Ufa! <em>“Peraí, João! Você disse cinco e até agora só tem quatro: palestra, workshop e dois livros.”  </em>Tem toda a razão. Teve também o lançamento da revista <strong>“Flecha de Oro”</strong>, que teve como idealizadores Celso Lamounier e Darlan Campos. A revista apresentou 60 dos profissionais mais destacados da Comunicação Política na América Latina. E novamente estava eu lá, representando, com muita honra, a Alcateia Política, esse nosso seleto grupo de profissionais que se reuniu em 2021 e que em muito tem contribuído para a Comunicação e o Marketing Político no Brasil.</p>
<p><strong>A luta pela existência</strong></p>
<p><strong>de uma categoria</strong></p>
<p><strong> </strong>A Comunicação e o Marketing Político vêm crescendo e ganhando adeptos em todo o Brasil. No entanto, mais que ganhar adeptos é preciso agir com responsabilidade. Estabelecer parâmetros. Organizar os profissionais como categoria.</p>
<p>Não é uma luta fácil, mas precisamos, pelo acesso que temos àqueles(as) que atuam na política, em cargos eletivos, auxiliá-los(as) e, mais que isso, pressioná-los, no sentido de garantirmos uma legislação que defina, organize e proteja os profissionais da área.</p>
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		<title>O óbvio, para não ser obtuso</title>
		<link>https://blog.alcateiapolitica.com.br/planejamento-campanha-eleicoes-2026/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Henrique Faria]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Apr 2026 12:01:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Campanha Eleitoral]]></category>
		<category><![CDATA[Marketing Político]]></category>
		<category><![CDATA[análise SWOT]]></category>
		<category><![CDATA[campanha eleitoral]]></category>
		<category><![CDATA[campanha política]]></category>
		<category><![CDATA[candidato e eleitor]]></category>
		<category><![CDATA[Comunicação Política]]></category>
		<category><![CDATA[diagnóstico eleitoral]]></category>
		<category><![CDATA[eleições 2026]]></category>
		<category><![CDATA[Eleitorado]]></category>
		<category><![CDATA[estratégia eleitoral]]></category>
		<category><![CDATA[Marketing político]]></category>
		<category><![CDATA[planejamento de campanha]]></category>
		<category><![CDATA[reputação política]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>As eleições 2026 exigem que se resgatem conceitos que, em 2018 e 2022, ficaram largados, o que produziu efeitos negativos em muitas campanhas Por João Henrique Faria As disputas políticas de natureza ideológica, em eleições recentes, desfiguraram alguns aspectos essenciais que deveriam reger uma ação eleitoral com chances mais concretas de vitória. Não que as [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h2><em>As eleições 2026 exigem que se resgatem conceitos que, em 2018 e 2022, ficaram largados, o que produziu efeitos negativos em muitas campanhas</em></h2>
<p style="text-align: right;"><strong><em>Por João Henrique Faria</em></strong></p>
<p>As disputas políticas de natureza ideológica, em eleições recentes, desfiguraram alguns aspectos essenciais que deveriam reger uma ação eleitoral com chances mais concretas de vitória. Não que as forças ideológicas devam estar ausentes do processo. Ao contrário. Mas quando as discussões sobre políticas públicas sucumbem em meio a um amontoado de impropérios, fake news e desinformação generalizada, a coisa complica muito.</p>
<p>Este artigo busca recuperar conceitos e formas de se operar uma campanha. Ele também é fruto de palestras e aulas realizadas em eventos e cursos, como o COMPOL Brasil (e versões regionais), Marketing 360 (Mandatos e Eleições), RenovaBR e BLACKBELT.</p>
<p>Pra começar, é preciso lançar mão de um silogismo bastante simples:</p>
<h3><strong>“POLÍTICA É CONFLITO. ELEIÇÃO É POLÍTICA. Logo, ELEIÇÃO É CONFLITO.”</strong></h3>
<p>Óbvio, certo? Sim. Mas como está no título deste texto, o óbvio precisa ser explicitado, para que o processo não seja obtuso.</p>
<h3><strong>O PRINCÍPIO DE TUDO</strong></h3>
<h3><strong>ESTÁ NO PLANEJAMENTO</strong></h3>
<p>Toda campanha, independente do cargo que se dispute, exige uma compreensão correta do processo político e uma leitura adequada dos possíveis cenários, visando atingir um posicionamento assertivo. Isso exige PLANEJAMENTO.</p>
<p>Todo PLANEJAMENTO economiza tempo, aproveita experiências anteriores e, principalmente, deve ser maleável. Ele é uma base, que deve passar por todo um processo, que inclui, seja isolada ou concomitantemente, os seguintes aspectos:</p>
<ul>
<li><strong>Diagnóstico</strong></li>
<li><strong>Definição de Eixos</strong></li>
<li><strong>Análise SWOT</strong></li>
<li><strong>Dinâmicas com o Grupo</strong></li>
<li><strong>Monitoramento de Dados e Indicadores</strong></li>
<li><strong>Avaliação Constante</strong></li>
</ul>
<h3><strong>BORA PARTIR PARA</strong></h3>
<h3><strong>UM BOM DIAGNÓSTICO</strong></h3>
<p>Pra começar, é preciso fazer entrevistas em profundidade, com o(a) candidato(a) e com lideranças que apoiem o projeto político. Ao mesmo tempo, à medida da possibilidade, é preciso fazer pesquisas qualitativas e quantitativas. Digo à medida da possibilidade, porque nem sabe as pesquisas cabem em uma campanha, por exemplo, proporcional, seja pelo fato de a candidatura buscar uma votação que está dispersa por um grande território, seja por questões de natureza financeira mesmo. Em se fazendo, caberá ao estrategista político fazer a leitura correta destes cenários, que apontam tanto o clima interno da campanha (entrevistas em profundidade), quanto o sentimento da sociedade (pesquisas).</p>
<p>Além disso, ainda no DIAGNÓSTICO, é preciso fazer uma ANÁLISE DIGITAL, área de especialidade do Christian Jauch e do Edson Panes, nossos companheiros de Alcateia Política. Ali, alguns estudos são essenciais:</p>
<ul>
<li><strong>Inventário de Ativos</strong></li>
<li><strong>Auditoria de Consistência</strong></li>
<li><strong>Performance e KPIs</strong></li>
<li><strong>Mapa de Reputação</strong></li>
<li><strong>Presença Digital </strong></li>
<li><strong>Qualidade de Audiência</strong></li>
<li><strong>Matriz de Riscos</strong></li>
</ul>
<h3><strong>ANÁLISE SWOT</strong></h3>
<h3><strong>É FUNDAMENTAL</strong></h3>
<p>Existem muitas formas de se aplicar uma Análise SWOT. Gosto de trabalhar, nas candidaturas que atendo, de forma presencial. Uma reunião com o grupo de apoiadores à candidatura. É uma busca conhecimento do grupo político, ou seja, de informações sobre a candidatura e sobre aqueles que a apoiam, em uma visão interna.</p>
<p>As características essenciais deste grupo são:</p>
<ul>
<li><strong>Ser heterogêneo em sexo, escolaridade, raça, idade, poder aquisitivo, território (bairros, distritos, cidades, regiões) e base social. </strong></li>
<li><strong>Ser homogêneo no fato de que todos devem estar 100% fechados com a candidatura.</strong></li>
</ul>
<p><strong> </strong>E quais são os pontos de discussão:</p>
<ul>
<li><strong>o(a) candidato(a); </strong></li>
<li><strong>os(as) adversários(as); </strong></li>
<li><strong>os possíveis apoios (lideranças políticas com cargos eletivos e lideranças comunitárias, religiosas, de categorias profissionais etc); </strong></li>
<li><strong>os apoios políticos institucionais;</strong></li>
<li><strong>o perfil do eleitor; </strong></li>
<li><strong>a análise dos veículos de comunicação (locais, regionais, estaduais); </strong></li>
<li><strong>a delimitação da base territorial da campanha;</strong></li>
<li><strong>as bandeiras eleitorais.</strong></li>
</ul>
<p>São estes apenas? Não. Mas aqui já há um número significativo de informações a serem buscadas, justamente com quem vive a realidade daquela cidade, daquela região, daquele estado. E isso dará ao estrategista dados vivenciados, relatos de situações verídicas e também, claro, pontos de vista – opiniões – sobre aquela realidade.</p>
<p>O que precisa ser determinado sobre cada um destes pontos acima:</p>
<ul>
<li><strong>Pontos Fortes e Fracos;</strong></li>
<li><strong>Oportunidades e Ameaças;</strong></li>
<li><strong>Estratégias e Ações; </strong></li>
<li><strong>Cronograma e Responsáveis.</strong></li>
</ul>
<h3><strong>O EIXO CENTRAL DEVE SER:</strong></h3>
<h3><strong>CANDIDATO/ ELEITOR</strong></h3>
<p>Há sempre uma discussão sem fundamento presente em processos eleitorais. Quem é mais importante, o(a) candidato(a) ou o(a) eleitor(a)? Os dois são essenciais. Então, o que traz a cada um a sua importância? Vamos começar pelo(a) candidato(a).</p>
<p>Aqui, uma trilogia é essencial: <strong>Identidade, Imagem e Reputação</strong>. O que é a <strong>Identidade</strong> de alguém? É aquilo que <em>“eu sou”</em>. É a minha digital. Algo que é próprio dele(a) candidato(a), que ninguém tira. Nome, nacionalidade, naturalidade, formação, família, enfim, tudo aquilo que ninguém tira de mim e que me pertence.</p>
<p>Então, de cara, é preciso respeitar a <strong>Identidade</strong> do(a) candidato(a).</p>
<p>A partir disso, deve-se pensar a <strong>Imagem</strong>. E aqui é preciso entender que existem duas formas de agir:</p>
<ul>
<li><strong>Na perspectiva da Imagem Projetada;</strong></li>
<li><strong>Na perspectiva da Imagem Percebida.</strong></li>
</ul>
<p>Na <strong>Imagem Projetada</strong>, o(a) candidato(a) tenta impor uma visão sobre si mesmo(a). E a comunicação cai na jogada. A base é: <em>“Aquilo que eu quero que pensem de mim.”</em> É projetada uma <strong>Imagem</strong> para a sociedade. <em>“Olha como eu sou legal, dinâmico, corajoso, sensível, trabalhador&#8230; e blá, blá, blá, blá.”</em> Então, é algo criado. E também perigoso, porque o(a) eleitor(a) pode não associar aquilo que você transmite como <strong>Imagem</strong>, com aquilo que ele(a) vê nas suas ações, ou melhor, com aquilo que ele(a) <strong>PERCEBE</strong> de suas ações.</p>
<p>Daí a necessidade de se pensar e agir no sentido de entender qual é a <strong>Imagem Percebida</strong> pelo(a) eleitor(a) sobre você. A ideia desta percepção é entender <em>“aquilo que pensam de mim”</em>. É isso que vale na hora de o(a) eleitor(a) analisar as candidaturas. A visão dele(a) sobre você e não aquilo que você quer impor como <strong>Imagem</strong>.</p>
<h3><strong>MAS AÍ VEM A PERGUNTA: E A DANADA DA REPUTAÇÃO?</strong></h3>
<p><strong>Reputação</strong> é a soma da minha <strong>Identidade</strong> e da <strong>Imagem</strong> que eu construí no tempo. Portanto, não basta vir com soluções mágicas de comunicação, buscar-se na base do instantâneo construir uma <strong>Reputação</strong>. Mas falar sobre <strong>Reputação</strong> dá um novo artigo. E ainda tá faltando passar aqui as características que envolvem a escolha do(a) eleitor(a).</p>
<h3><strong>ELEITOR, ESTE SER</strong></h3>
<h3><strong>QUASE IMPOSSÍVEL</strong></h3>
<p>Na perspectiva do(a) eleitor(a), que divide com o(a) candidato(a) a prerrogativa de ser protagonista na eleição, é preciso que se opte por uma das duas afirmações sobre o que é mais valioso:</p>
<ul>
<li>Ao ouvir o(a) candidato(a), o(a) eleitor(a) concluir: <strong>EU PENSO IGUAL A ELE(a).</strong></li>
</ul>
<p><strong>ou</strong></p>
<ul>
<li>Ao ouvir o(a) candidato(a), o(a) eleitor(a) concluir: <strong>ELE(a) PENSA IGUAL A MIM.</strong></li>
</ul>
<p>Para optar por uma destas possibilidades, é preciso ter em mente algo essencial:</p>
<h3><strong>O ELEITOR VOTA EM SI MESMO.</strong></h3>
<p>Portanto, ao ouvir o(a) candidato(a), o(a) eleitor(a) precisa sentir uma conexão, precisa se sentir à frente de um espelho e, ao ver refletido no espelho a imagem do(a) candidato(a), perceber naquela imagem ele próprio, seus sentimentos, seus desejos, suas necessidades.</p>
<p>Em última instância, este é o conceito básico de marketing lançado há décadas por Philip Kotler e até hoje válido ao extremo:</p>
<p><strong> </strong><strong>MARKETING SÃO DESEJOS E NECESSIDADES.</strong></p>
<p>E eu completo o conceito, ao traduzi-lo para o campo político:</p>
<p><strong>MARKETING SÃO DESEJOS E NECESSIDADES, DE UMA PESSOA, DE UM CONJUNTO DE PESSOAS OU DE TODA A COMUNIDADE. </strong></p>
<p>Entender estes <strong>desejos</strong>, que lançam um olhar do(a) eleitor(a) para o futuro, e estas <strong>necessidades</strong>, cujo alcance é mais importante e aponta expectativas imediatas, no presente, com propostas concretas e viáveis que ajudem a melhorar a sua vida, é essencial para quem disputa uma eleição e mais essencial ainda para nós que temos como profissão conduzir da melhor forma este caminho.</p>
<h3><strong>QUEBRANDO COM</strong></h3>
<h3><strong>FALSOS CONFLITOS</strong></h3>
<p>Por fim, o Marketing Político tem passado por muitas inovações. Porém, há momentos em que os estrategistas são tomados por algumas certezas que precisam ser desmistificadas. Exemplo disso é a ideia de que, no processo eleitoral e na decisão do voto predominam a emoção.</p>
<p>É preciso entender que, da mesma forma que na perspectiva do uso das mídias, as campanhas necessitam trabalhar com um mix, o mesmo ocorre em relação à compreensão necessária de que é preciso PENSAR, SENTIR E AGIR. Traduzindo:</p>
<p><strong>CAMPANHA É RAZÃO. CAMPANHA É EMOÇÃO. CAMPANHA É AÇÃO.</strong></p>
<p>Não existe aquilo que vem primeiro. Quando alguém afirma: <em>“campanha tem que ter emoção”,</em> este <em>“tem”</em> é um elemento de razão, como se se dissesse: <em>“Vamos pensar no tipo e no tamanho da emoção que precisamos colocar neste texto, nesta imagem, nesta narrativa”</em>.</p>
<p>O que uma candidatura e, consequentemente, uma campanha, não pode abrir mão é de ter <strong>PROJETO</strong>. Uma eleição não é apenas uma eleição. É o início de uma caminhada, de um projeto, E todo projeto é político, tem como fundo propósitos que se pretende alcançar.</p>
<p>A vitória nem sempre vem com a conquista do cargo. Toda campanha que sai maior do que entrou é vitoriosa. Claro, ninguém entra para perder. Mas vencer ou perder faz parte do jogo.</p>
<p>Para saber os riscos de uma campanha sem planejamento, leia o artigo do amigo Gabriel Scarpellini <a href="https://blog.alcateiapolitica.com.br/conteudo-politico-sem-estrategia-corrida-burra/">aqui no nosso blog</a>.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://blog.alcateiapolitica.com.br/planejamento-campanha-eleicoes-2026/">O óbvio, para não ser obtuso</a> aparece primeiro em <a href="https://blog.alcateiapolitica.com.br">Alcateia Política</a>. - <a href="https://blog.alcateiapolitica.com.br/author/joao/">João Henrique Faria</a></p>
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		<title>“Só sei que nada sei”</title>
		<link>https://blog.alcateiapolitica.com.br/so-sei-que-nada-sei/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Henrique Faria]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Mar 2026 16:00:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Campanha Eleitoral]]></category>
		<category><![CDATA[Marketing digital]]></category>
		<category><![CDATA[Marketing Governamental]]></category>
		<category><![CDATA[Marketing Político]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Cada vez mais as pessoas agem no campo das respostas e cada vez menos entendem o quão importante são as perguntas. As redes sociais e a inteligência artificial reforçam isso: certezas falsas, ausência ou superficialidade nas perguntas. Por João Henrique Faria * &#160; Muito se discute, neste ano eleitoral, sobre os efeitos das redes sociais [&#8230;]</p>
<p>O conteúdo <a href="https://blog.alcateiapolitica.com.br/so-sei-que-nada-sei/">“Só sei que nada sei”</a> aparece primeiro em <a href="https://blog.alcateiapolitica.com.br">Alcateia Política</a>. - <a href="https://blog.alcateiapolitica.com.br/author/joao/">João Henrique Faria</a></p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Cada vez mais as pessoas agem no campo das respostas e cada vez menos entendem o quão importante são as perguntas. As redes sociais e a inteligência artificial reforçam isso: certezas falsas, ausência ou superficialidade nas perguntas.</em></p>
<p><strong>Por João Henrique Faria *</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Muito se discute, neste ano eleitoral, sobre os efeitos das redes sociais e da inteligência artificial sobre o processo político eleitoral. Saturadas ou não, as primeiras continuam sendo alvo de uma pergunta insistente de candidatos(as), quando as propostas para tocar suas campanhas são apresentadas: <em>“Como serão as minhas redes sociais?”.</em> Espantam-se aqueles(as) com os(as) quais converso, quando ouvem como resposta: <em>“Não sei”</em>. Isso já foi tema de palestras que fiz no COMPOL e também nos eventos Marketing 360 para Mandatos, realizados do ano passado pra cá. Mais à frente explico melhor os motivos do <em>“não sei”</em>.</p>
<p>Se por um lado, as angústias dos candidatos estão no campo de como serão as suas redes sociais, de outro, apressados profissionais de comunicação e marketing político, até aqueles mais experientes, lançam como características principais de ação em suas plataformas de trabalho, o modo diferenciado como trabalharão, tendo como ferramenta mãe a inteligência artificial. É com ela e por ela que buscam entender tudo aquilo que será implementado.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><em>As marcas deixadas</em></strong></p>
<p><strong><em>pelo Reboot 2026</em></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Evento essencial e que marca o início das discussões sobre as atividades no campo da Comunicação e do Marketing Político no Brasil neste ano eleitoral, o Seminário Reboot, em Brasília (DF), nos dias 5 e 6 de março, foi exemplar em termos de mostrar tendências e, ao mesmo tempo, de apontar caminhos diferentes, perspectivas diferentes sobre como o tabuleiro vai funcionar.</p>
<p>Curiosamente, enquanto a preocupação daqueles mais consagrados no tempo dentro da área caminhou para um mergulho nas plataformas de inteligência artificial e a montagem de uma estrutura própria de agir sobre elas, como elemento de venda e de busca de resultados positivos nas eleições de 2026, aqueles que vêm se destacando nos últimos anos, portanto mais novos no cenário das consultorias políticas, mesmo que já há alguns anos no mercado e com muitas premiações nacionais e internacionais, pautaram suas palestras em uma linha que ouso chamar aqui de “mais filosóficas”, ou, caso o leitor entenda como um exagero meu, mais no campo socrático do <em>“só sei que nada sei” </em>(cujo significado deixo para a parte final deste texto), como apontado no título deste artigo, como chamariz.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><em>A minha defesa do</em></strong></p>
<p><strong><em>Pensar, Sentir e Agir</em></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A partir daqui, lanço meu foco ao que de fato me chamou atenção: as palestras de Juarez Guedes, Marcello Natale e Fabrício Moser, sem desmerecer o todo fantástico do evento. Confesso que, para mim, foram as melhores palestras deles que já assisti. E já assisti a muitas. Caminharam para uma metodologia que defendo há muito, e que se traduz numa trilogia essencial a qualquer movimento vivo: <em>“Pensar, Sentir e Agir”</em>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O título da palestra de Juarez foi <em>“Não sei, depende.”</em>. Confesso que levei um susto positivo, porque ali estava aquilo que venho dizendo e praticando há muito tempo, ou seja, a fuga das certezas absolutas e das respostas rápidas. Cada caso é um caso, cada campanha é uma campanha, mesmo que seja o(a) mesmo(a) candidato(a). É o famoso <em>“Aqui é diferente”</em>, mas com uma outra abordagem. Não aquela de colocar o consultor/estrategista nas cordas, como um intruso que dali nada sabe, mas apenas a constatação de que é isso mesmo, não por causa do local, mas por aquela ideia – lá vem a filosofia de novo – de Heráclito: <em>“Nenhum homem pode banhar-se duas vezes no mesmo rio”</em>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Tudo é processo contínuo na vida e a palestra de Juarez, sua fala mais longa, com este <em>slide</em> ali parado, provocando, mostrou isso e chamou a atenção para isso. Um discurso que tinha muito daquilo que ele próprio defende: emoção. Teve um momento em que pensei: <em>“Tem muito do Mário Rosa nisso aí”</em>. Emoção, claro, acompanhada de razão. Emoção e razão, claro, acompanhadas de ação.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>E logo em seguida vem o Natale e aconteceu comigo aquilo que a gente quer que aconteça com o(a) eleitor(a). Eu explico. O que importa estava ali, na palestra do Natale, como já esteve em muitas das minhas, dialogando com candidato(as) e com governos. Eu parei e pensei: <em>“Ele (Natale) pensa igual a mim”</em>. E é justamente isso que, quando trabalhamos discursos e narrativas de nossos(as) candidatos(as), queremos que o(a) eleitor(a) pense. Não vale o(a) eleitor(a) dizer: <em>“Eu penso igual a ele (candidato/a)”.</em> Tem que ir além. O eleitor precisa sentir que foi compreendido em suas dores e pensar: <em>“Ele (candidato/a) pensa igual a mim (eleitor/a)”</em>.</p>
<p>Aí houve a conquista. Saiu primeiro da razão ou emoção? Pouco importa. Ainda mais se entendemos que é bastante complexo e, na maioria das vezes serve apenas como busca de achado, determinar o que veio primeiro. Os semióticos estão há mais de século tentando materializar aquilo que seria a <em>“primeiridade”</em>, que é sentimento. Mas ao ser materializado, aquele sentimento deixa de ser um primeiro e passa a ser um segundo, que, ao ser representado vira um terceiro (primeiridade, secundidade e terceiridade). Mas as tríades de Charles Sanders Peirce ficam para um outro artigo.</p>
<p>E aí veio o Fabrício Moser. O homem estava com o diabo no corpo. Brincadeira à parte, estava afiado. E jogou a mobilização para um terreno que não pode ser esquecido: “o chão da fábrica”, ou seja, a rua. Até hoje foram 103 campanhas nas quais estive envolvido. Sempre na Coordenação ou na Estratégia/Organização de Operação. A primeira lá em 1994. A mobilização digital, claro, passou a ser uma aliada essencial nas campanhas eleitorais de hoje. Mas nada supera os chamados <em>“momentos de verdade”</em>. Aquela relação que se estabelece no “olho no olho”, no aperto de mão, na pergunta inesperada que exige uma resposta rápida e sincera.</p>
<p>E a rua gera o movimento na rede. E a rede anuncia e agita para os movimentos de rua. É preciso um <em>link</em>, um ajuste fino entre as duas. E novamente não tem esse papo do que é mais importante, porque, quando bem feitas, elas são uma só. As duas visam participação. As duas querem respostas. As duas precisam dar respostas. Porque é neste diálogo com o(a) eleitor(a), que surge a conquista.</p>
<p>Então, foi um show.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><em>Mas, e os motivos</em></strong></p>
<p><strong><em>para o “não sei”?</em></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Voltemos a Sócrates e à ansiedade dos(as) clientes. Novamente volto às minhas palestras e às minhas aulas de pós. “Só sei que nada sei” deve ser entendido como: quanto mais sei sobre algo, maior é a minha capacidade de questionar este algo, de agir sobre este algo. Assim, comunicação vem por último. Este é o principal motivo de eu responder “não sei” à pergunta sobre “como vão ser as minhas redes”.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Antes da Comunicação e do Marketing tem Pesquisa, tem Diagnóstico, tem Planejamento, tem Processo Político, ou seja, tem o entendimento de quem é o(a) candidato(a), o partido, os(as) adversários(as), os territórios, os braços sociais, as ações desenvolvidas em prol da sociedade, enfim, o entendimento de quem o(a) candidato(a) é e de quem é seu(ua) eleitor(a). O que já tenho e o que preciso buscar.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Comunicação é mensagem direcionada para e entendida por públicos definidos. Marketing é entendimento de desejos e necessidades destes públicos. Pesquisa é fonte para Diagnóstico e Planejamento. Então, bora fazer o jogo na ordem certa, sem queimar etapas. Colocar o carro à frente dos bois pode jogar todo um projeto no lixo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>E não é isso que queremos, certo?</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>JOÃO HENRIQUE FARIA</strong></p>
<p>Jornalista (1986, UFJF). Pós-graduado em “Comunicação Social” pela PUC-Minas. Pós-graduado em “Comunicação Pública e Marketing Político” pelo IDP (DF). Consultor e Estrategista em Comunicação e Marketing Político. Membro Fundador do Coletivo de Estrategistas Alcateia Política. Associado ao CAMP (Clube Associativo dos Profissionais de Marketing Político). Proprietário da Fator Inteligência e Marketing, empresa com 22 anos de atuação no mercado especializado do Marketing Político &#8211; Eleitoral e Governamental. Foi Secretário Municipal de Comunicação na Prefeitura de Montes Claros. Assessor Parlamentar na Assembleia Legislativa de Minas Gerais por 11 anos. Foi estrategista e/ou coordenador, até 2024, em 103 campanhas eleitorais, em diversos estados brasileiros, para os mais variados cargos no Legislativo e Executivo. Professor Universitário (desde 1991). Criou e coordenou a primeira Pós-Graduação em “Marketing Político” do Brasil pelas Faculdades Santo Agostinho de Montes Claros, em 2003, ministradas na Escola do Legislativo da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, em Belo Horizonte, formando 4 turmas. É professor da Pós-Graduação em “Comunicação Pública e Governamental” da PUC-Minas, na disciplina “Comunicação e Marketing Político &#8211; Eleitoral e Governamental”, que já caminha para a 7ª turma. Foi consultor para a aprovação do Curso de Comunicação da UEMG (Universidade do Estado de Minas Gerais), em Divinópolis, e consultor para a criação do curso de Comunicação Social da Universidade FUMEC, sendo o primeiro Chefe de Departamento e primeiro Coordenador de Curso, em Belo Horizonte. É palestrante do COMPOL Brasil e diversos COMPOL Regionais, RenovaBR e Blackbelt. Criou e é palestrante do Seminário Marketing 360.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O conteúdo <a href="https://blog.alcateiapolitica.com.br/so-sei-que-nada-sei/">“Só sei que nada sei”</a> aparece primeiro em <a href="https://blog.alcateiapolitica.com.br">Alcateia Política</a>. - <a href="https://blog.alcateiapolitica.com.br/author/joao/">João Henrique Faria</a></p>
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		<title>O ano em que a bola rola</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Henrique Faria]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 29 Jan 2026 14:29:09 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O campo, cheio de “estrelas” carimbadas, vira palco de análises políticas, as mais variadas, e um contexto em que a chamada polarização ainda se impõe Brasil, país do futebol. Será? O ano de 2026 promete muita torcida e tem gente querendo entrar no jogo pelas beiradas. Copa do Mundo de Futebol? De um lado, sim. [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h3><em>O campo, cheio de “estrelas” carimbadas, vira palco de análises políticas, as mais variadas, e um contexto em que a chamada polarização ainda se impõe </em></h3>
<p>Brasil, país do futebol. Será? O ano de 2026 promete muita torcida e tem gente querendo entrar no jogo pelas beiradas. Copa do Mundo de Futebol? De um lado, sim. De outro, destinos mais sérios entram em campo e os diversos técnicos, já calejados, traçam estratégias e buscam reforços na tentativa de embolar o meio de campo para adversários.</p>
<p>As eleições de 2026, que definem, em especial, o novo Congresso (totalidade da Câmara Federal e 2/3 do Senado), novos governos estaduais, Presidência da República e, sim, por último, novas Assembleias Legislativas, incluindo a Distrital do DF, prenunciam-se como as mais confusas e imprevisíveis dos últimos tempos.</p>
<h2><strong>Os donos da bola</strong></h2>
<h2><strong>dominam o jogo?</strong></h2>
<p>O ex-presidente da República, preso e inelegível, Jair Bolsonaro, segue dando as cartas no campo da extrema direita. Lula, por seu lado, dá as cartas no campo progressista. E entra no jogo, querendo assumir titularidade, o rei dos vestiários, entenda-se bastidores, Gilberto Kassab.</p>
<p>Até o presente momento, estes três são os donos da bola. Entretanto, o que move as discussões e análises, hoje, são as movimentações do terceiro, correndo por fora na busca de viabilizar uma candidatura do seu PSD à Presidência da República. Kassab, que já tinha Eduardo leite (RS) e Ratinho Júnior (PR), consegue atrair Ronaldo Caiado (GO) para o seu time.</p>
<h2><strong>Centro-direita</strong></h2>
<h2><strong>entra no jogo</strong></h2>
<p>Três presidenciáveis em um mesmo time, disputando uma vaga. Mas qual o campo que impera nestas escolhas de Kassab? Certamente o campo que une direita e extrema direita, com Caiado, fundador lá no passado da União Democrática Ruralista (UDR), que pregava o uso de armas no campo, dentre outras coisas, e Ratinho Júnior, que até pouco tempo reivindicava a vaga da extrema direita bolsonarista para a disputa nacional.</p>
<p>Sobra um Eduardo Leite, ainda tímido, vindo de uma vitória apertada para o governo do Rio Grande do Sul, e que representaria um movimento de Centro. No campo da expressividade eleitoral, tratando-se de eleições estaduais, Caiado e Ratinho certamente estão à frente de Leite.</p>
<h2><strong>Quais as consequências</strong></h2>
<h2><strong>do movimento do PSD?</strong></h2>
<p>Mas tais movimentações do PSD, ao fim e ao cabo, trazem que consequências? De um lado, há aqueles que acreditam em um movimento de terceira via para, de fato, disputar com chances a Presidência, com base naquela informação de que tem 30% pra e lá e 30% pra cá, somando 60%, entre bolsonaristas e lulistas, consolidados, e que haveria 40% do eleitorado solto, que pendem ou se dividem, a cada eleição – pensando em 2018 e 2022 –, pra lá ou pra cá.</p>
<p>Há também aqueles que veem de forma diferente tais movimentos, cujas opiniões se desdobram, posteriormente, em duas correntes. O movimento de Kassab reduz os times e faz com que dois dos possíveis presidenciáveis fiquem de fora, o que de fato já se concretizou – a ver, porque aqui é Brasil e até 4 de abril, data limite de mudanças partidárias, tudo pode acontecer.</p>
<p>Para esta vertente, que preconiza o óbvio, duas correntes se apresentam. De um lado, aqueles que acreditam poder puxar os eleitores da direita e, de fato, passarem a ter peso na disputa, reduzindo o poder de fogo de Flávio Bolsonaro, pela união de três presidenciáveis. Isso poderia dar chances ao PSD de almejar alcançar um segundo turno – primeiro passo lógico de todo e qualquer adversário de Lula, que, salvo algo muito, mas muito relevante do ponto de vista negativo, já tem Lula assegurado.</p>
<h2><strong>De outro lado, tem</strong></h2>
<h2><strong>o ganho para Lula</strong></h2>
<p>Outros analistas tendem a pensar que a movimentação de Kassab beneficia Lula, justamente pelo motivo acima – enfraquece a extrema direita de Flávio Bolsonaro, mas não tem força suficiente para chegar a um segundo turno, tendo em vista a divisão do próprio PSD, que em alguns estados tem suas lideranças já fechadas com a candidatura à reeleição de Lula. Exemplo maior disso, até mesmo por sua pujança eleitoral, é o estado da Bahia.</p>
<p>Portanto, tal movimentação não apenas daria em água, mas abriria a possibilidade de uma vitória de Lula no primeiro turno. Esta é uma oposta que, pelos números das pesquisas recentes, dos mais diversos institutos, não é difícil de ocorrer, a depender, novamente, da performance do governo Lula nos próximos meses.</p>
<h2><strong>Mas o que, de fato,</strong></h2>
<h2><strong>está em jogo aqui</strong></h2>
<p>Pensando em todas estas possibilidades, o que passa pela minha cabeça, e aqui vem a minha inferência primeira e única neste artigo, é o desejo de Kassab estar voltado não para 2026, mas para 2030. Toda e qualquer movimentação voltada para a sucessão de Lula, considerando-se que se reeleja este ano, terá sido iniciada em 2026, abrindo-se um novo campo, de centro-direita, mas que desta vez não seria apenas um número no pêndulo decisório daqueles 10% que decidiram nas duas últimas eleições, mas iniciaria o processo já encorpado com o recall das eleições de 2026. E isso passa também pela eleição de deputados federais, senadores e governadores, em 2026, claro.</p>
<p>Claro também que, quando há uma sucessão após dois mandatos, o número de candidaturas tende a ser maior. Caberá a Kassab saber manter e ampliar sua liderança, agir sobre as eleições municipais de 2028, em especial nas capitais, e torcer para que o PT, em um quarto mandato de Lula, não brilhe.</p>
<p>Se 2026 é o ano das eleições mais complexas de todos os tempos no Brasil, inclusive em função das disputas no Senado, o que deverá ser tema de outro artigo, 2028 também será essencial para 2030.</p>
<p>Enquanto a bola rola, vamos continuar a acompanhar as bolas de cristal dos nossos analistas políticos.</p>
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		<title>Entre cúpulas e cópulas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Henrique Faria]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 19 Dec 2025 17:52:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Comunicação de Mandato]]></category>
		<category><![CDATA[Comunicação Governamental]]></category>
		<category><![CDATA[Marketing Governamental]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O ano de 2025 caminha para o fim com uma mensagem muito negativa: as instituições que deveriam representar o povo, sejam elas políticas ou religiosas, insistem em pavimentar o caminho dos privilégios e da censura Dois títulos passaram pela minha cabeça, antes de chegar a este, acima. O primeiro partia de uma negação, parodiando o [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h4><em>O ano de 2025 caminha para o fim com uma mensagem muito negativa: as instituições que deveriam representar o povo, sejam elas políticas ou religiosas, insistem em pavimentar o caminho dos privilégios e da censura</em></h4>
<p>Dois títulos passaram pela minha cabeça, antes de chegar a este, acima. O primeiro partia de uma negação, parodiando o título de um livro de Michel Foucault, <em>“Isso não é um cachimbo”</em>, cuja capa é ilustrada por seu objeto. Pensei em <em>“Isso não é um artigo”</em>. O segundo, mais direto e menos semiótico, chamava pelo embate atual sobre a busca de silenciamento de Padre Júlio Lancellotti pelo bispo de São Paulo, dom Odilo Scherer – o maiúsculo e o minúsculo em seus títulos religiosos são correspondentes às suas atitudes recentes. O título seria: <em>“Entre Júlios e odilos”</em>. Por fim, optei por algo que, por uma palavra ou pela outra, sugere aquilo que tomou conta dos poderes constituídos, a ponto do senador Alessandro Vieira afirmar, em discurso no Congresso Nacional, que o crime organizado está enraizado em todas as esferas das instituições brasileiras.</p>
<p>Então, pautado por Vieira – não o padre –, decidi enveredar pela linha dos crimes e dos castigos, entendendo que os castigados ora são quase inocentes – o povo – ora culpados – os “líderes – e que os criminosos deveriam ser aqueles que, supostamente, teriam a função primeira de nos salvar, enquanto o que se observa é uma busca insana e intensa de se salvarem.</p>
<h2><strong>PRIMEIRO EU</strong></h2>
<p>Existe, hoje, uma insistência em errar. Sim. Estou falando de Hugo Motta e da maioria de Centro, Direita e Extrema Direita que compõe a Câmara dos Deputados. Coisa mais feia o vexame passado na tentativa de blindarem a si próprios. Felizmente, o Senado corrigiu aquilo que “os meninos” deputados fizeram.</p>
<p>O que é inexplicável, é o fato de não terem pensado antes. Consideraram que não haveria reação. E houve. A primeira delas pela mídia, quase sempre omissa em assuntos desta natureza, mas que foi de uma grande ferocidade no combate aos privilégios desejados pelos senhores(as) deputados(as). Ao mesmo tempo, as redes sociais – entenda-se, seus usuários – foram firmes na denúncia e motivaram, com sua militância digital, as mobilizações que resultaram nas manifestações de rua.</p>
<p>Isso impactou o Senado, que enterrou a proposta. Ótimo. Assunto encerrado. Sim e não. Blindagem quase encerrada, mas aí vem o embate com o Supremo Tribunal Federal (STF) no caso dos deputados federais condenados e/ou foragidos, Carla Zambelli, Eduardo Bolsonaro e Alexandre Ramagem.</p>
<h2><strong> </strong><strong>BLINDAGEM 2, A MISSÃO</strong></h2>
<p>Condenada e cassada pelo STF – e presa na Itália à espera de uma possível extradição –, a ex-deputada federal Carla Zambelli entra em cena para o novo filme de terror promovido pela Câmara dos Deputados. Votaram se ela deveria ser cassada ou não e a absolveram. Ou seja, dobraram a aposta e quiseram peitar a decisão já transitada em julgada da Suprema Corte. A linha adotada foi bem no estilo “a gente pode tudo”, inclusive alterar sentença final.</p>
<p>Mais uma derrota e mais um desgaste para a Câmara dos Deputados e, de forma particular, para o seu presidente. O ministro Alexandre de Moraes, posteriormente referendado pela 1ª turma, determinou o cumprimento imediato da cassação e a consequente posse do suplente de Zambelli. Ainda restam Ramagem e Eduardo Bolsonaro na lista.</p>
<p>Só que junto a tudo isso veio a “dosimetria”&#8230;</p>
<h2><strong>A VAIDADE EM CENA</strong></h2>
<p>Ela já estava esquecidinha no fundo da sala, mas Hugo Motta, a exemplo de Joseph Klimber – lembram-se –, nunca desiste. Pautou e a Câmara dos Deputados aprovou a “dosimetria”, uma proposta do deputado federal Paulinho da Força, ele mesmo encrencado em algumas ações no STF. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, o homem dos canetinhas recebidas de presente, do alto de sua vaidade, contrariado que estava com umas tantas questões, afirma: “A Câmara votando, eu coloco pro plenário do Senado”.</p>
<p>Mais um engano. Reação imediata de vários senadores e líderes de bancada na Casa, a “dosimetria” é levada à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. Alcolumbre coloca o senador bolsonarista Esperidião Amin como relator. Reações imediatas, Amin fala que a anistia não está descartada e coisa e tal.</p>
<p>Novamente a mídia age e novamente as redes e as ruas se manifestam. O que está em jogo é muito mais que uma “dosimetria”. É de novo “passar a boiada”. E várias soluções se apresentam. De um lado, a busca de engavetar o projeto 2.162/2023. De outro, em a primeira não sendo conseguida, alguém da base do governo Lula pediria vistas, o que ocorreu, pelo senador Veneziano Vital do Rego, mas o senador Otto Alencar, que poderia dar até 5 dias de vistas, deu quatro horas.</p>
<p>Ainda na sessão da CCJ do Senado, vários requerimentos para se adiar a apreciação do projeto foram recusados pelo plenário. O senador Rodrigo Pacheco, em um discurso contendo um <em>“mea culpa”</em>, apontou que foi o Congresso quem aprovou a legislação utilizada pelo STF para julgar os envolvidos nos atos de 8 de janeiro e que caberia agora corrigir. Colocou-se a favor de redução de penas apenas para aqueles que não estiveram à frente dos atos.</p>
<p>Resultado: passadas as quatro horas e com um acordão feito com o governo para aprovar medidas econômicas, por 17 votos a 7 o relatório de Espiridião Amin é aprovado e a votação vai a plenário. O Senado, à noite, aprova em plenário a “dosimetria”, que agora vai à sanção ou veto do presidente Lula, com promessa, de deputados do PT, de irem ao STF. Estamos diante de mais uma judicialização.</p>
<h2><strong>POR FIM, A IGREJA</strong></h2>
<p>Para completar o quadro, a mordaça retorna à Igreja Católica, com o bispo de São Paulo, dom Odilo Scherer, proibindo redes, transmissão de missa e ameaçando transferência de paróquia ao Padre Júlio Lancellotti. Um fato que causou estarrecimento e que foi compreendido como ação política, com base conservadora.</p>
<p>Perdem os fiéis, perdem os brasileiros que acompanhavam as ações de proteção aos mais necessitados de Padre Júlio.</p>
<p>Enfim, as cúpulas agiram e agora é esperar as reações. Quanto às cópulas, fica pra imaginação do leitor.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>João Henrique Faria </strong><em>é Mineiro. Cataguasense. Consultor Político. Estrategista. Jornalista. Professor Universitário. Proprietário da Fator Inteligência e Marketing, empresa há 21 anos no mercado, especializada em Marketing Político Eleitoral e Governamental. Foi Estrategista e/ou Coordenador em mais de 100 campanhas eleitorais para o Executivo e Legislativo. Trabalhou por 11 anos na Assembleia Legislativa de Minas Gerais. É cofundador da Alcateia Política. Membro do CAMP (Clube Associativo dos Profissionais de Marketing Político). Professor universitário desde 1991, coordenou o primeiro curso de pós-graduação em Marketing Político do Brasil, na Escola do Legislativo da ALMG. Hoje está à frente da disciplina “Comunicação e Marketing Político &#8211; Eleitoral e Governamental”, na pós-graduação em Comunicação Pública e Governamental da PUC Minas e coordena consultorias para prefeituras e câmaras municipais no campo do Diagnóstico Organizacional, Planejamento e Comunicação e Marketing. Criou e é um dos organizadores dos seminários “Marketing 360 para Mandatos”. </em></p>
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		<title>Cuidado! Você está atrasado!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Henrique Faria]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Nov 2025 17:31:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Alcateia Política]]></category>
		<category><![CDATA[Campanha Eleitoral]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Outubro já se foi. Novembro tá voando e daqui a pouco você, que é pré-candidato, entra em 2026, com as férias de janeiro e o Carnaval dominando as mentes. Quem não começa agora, está fadado a uma pré-campanha que começa em março. Acorda! Por João Henrique Faria O Brasil, por força daqueles que já estavam [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="font-weight: 400;"><em>Outubro já se foi. Novembro tá voando e daqui a pouco você, que é pré-candidato, entra em 2026, com as férias de janeiro e o Carnaval dominando as mentes. Quem não começa agora, está fadado a uma pré-campanha que começa em março. Acorda!</em></p>
<p style="font-weight: 400;"><strong>Por João Henrique Faria</strong></p>
<p style="font-weight: 400;">O Brasil, por força daqueles que já estavam à época no poder, tornou-se um país de período eleitoral curto. Na verdade, curtíssimo. Os tais 45 dias permitem muito pouco ou quase nada. Isso mesmo. E eu estou falando pra você, que está entrando no jogo agora e que vai concorrer com todos aqueles que se beneficiaram de já estarem no cargo e que transferiram milhões e milhões de reais para as suas bases, entenda-se prefeituras ou mesmo vereanças de oposição, quando não têm o prefeito daquela cidade.</p>
<h2 style="font-weight: 400;"><strong>O jogo é sempre bruto! </strong><strong>Muito, mas muito bruto!</strong></h2>
<p style="font-weight: 400;">Em determinados estados, com menor número de cadeiras para deputado federal, estadual e distrital – e este artigo é escrito especificamente para quem vai disputar estes cargos em todo o país –, ainda existe uma certa rotatividade, muitas vezes fruto da dança de cadeiras: sou estadual e vou pra federal nesta eleição, sou federal e vou pro Senado ou pra governador, fora queles que se elegeram em 2022 e que se tornaram prefeitos em 2024.</p>
<p style="font-weight: 400;">Mas a troca no voto é relativamente pequena. Claro, há exceções, mas que apenas servem para justificar a regra. <em>“Tá. Já entendi. Minha vida não vai ser fácil. Mas o que eu devo fazer para ter chances?”</em> É isso que pretendo conversar com você neste artigo. A tal da pré-campanha. Um instrumento que passou a ter grande valor, caso seja utilizado da forma correta e no tempo correto.</p>
<h2 style="font-weight: 400;"><strong>Sim. Você está atrasado. </strong><strong>Mas ainda tem salvação.</strong></h2>
<p style="font-weight: 400;">Lembra do intertítulo, lá na parte de cima deste artigo. Pois é. Vamos dar uma revisitada nele. Já gastamos quase metade do mês de novembro só pensando em partido – e sem definir ainda pra onde ir –, já começamos a fazer, de uma forma bem amadora, um trabalho com as redes sociais, iniciamos contatos com grupos políticos em algumas cidades e achamos que tudo está caminhando muito bem.</p>
<p style="font-weight: 400;">É. Mas não está. Gastar novembro e dezembro de 2025 com isso é perder tempo precioso para agir de forma profissional e conquistar espaços importantes. Então, seguem algumas perguntas importantes:</p>
<p style="font-weight: 400;">1 &#8211; Em algum momento foi realizado um diagnóstico da sua presença digital?</p>
<p style="font-weight: 400;">2 &#8211; Você fez algum planejamento, que envolve de recursos financeiros até comunicação, passando por mapa de votos, mapa territorial e tantas outras informações necessárias?</p>
<p style="font-weight: 400;">Não? Pois é. O tempo vai correr, novembro vai te engolir, dezembro vai chegar com todas as festas, que já começam a partir do dia 10 nas diversas organizações. Aí, do dia 24 de dezembro de 2025 até 1º de janeiro de 2026, o mundo não existe. No janeirão não tem professores, não tem boa parte dos servidores públicos, não tem espaços institucionais da política funcionando, em todos os Poderes da República, enfim, no Brasil, janeiro não existe pra política.</p>
<p style="font-weight: 400;">Da mesma forma, chega fevereiro. Com ele o Carnaval. Sexta já é chamada de “sexta de Carnaval”. Então, esquece. E aí a coisa rola até o outro domingo, porque não tem esse papo de que a folia termina na quarta de cinzas. Estamos falando de zero expectativa de contatos entre 13 e 22 de fevereiro. Pois é. Sua pré-campanha vai começar em março.</p>
<h2 style="font-weight: 400;"><strong>O que eu ganho </strong><strong>começando agora?</strong></h2>
<p style="font-weight: 400;">Pois bem. Ganha os meses de novembro, dezembro, janeiro e fevereiro<em>. “Não entendi. E as festas de fim de ano, as férias, o Carnaval&#8230; como é que fica?”</em> Bom. Vamos entender como a coisa funciona. Em novembro e dezembro você precisa fazer:</p>
<ul>
<li>Diagnóstico (virtual e entrevistas em profundidade);</li>
<li>Planejamento (incluindo análise SWOT, território, base social, mapa de votos e mais uma penca de coisas);</li>
<li>Diamante, aquela entrevista longa com o(a) pré-candidato(a), que vira material pro YouTube e um tanto de recortes para as redes sociais.</li>
</ul>
<p style="font-weight: 400;">Já deu pra ver que é muita coisa. E que são coisas fundamentais. Como a primeira fase da comunicação de uma campanha envolve um trabalho focado na pessoa, porque até aqui ninguém está minimamente interessado em eleições, não haverá uma grande fuga de pessoas em relação ao material sobre você que vai ser divulgado nas redes.</p>
<p style="font-weight: 400;">Fazendo um bom mapeamento do território e publicações segmentadas e direcionadas para os seus públicos de interesse, a chance de que funcione é grande. Primeiro, no chamado público orgânico. Em seguida, ampliando as ações e o tráfego pago. Sim. Tráfego pago é essencial.</p>
<p style="font-weight: 400;">Desta forma, você ocupa o janeiro e o fevereiro, além de aproveitar aquelas raras oportunidades de contato com as pessoas, que já terão algum conhecimento sobre você, sua família, suas crenças, suas preferências, sua relação com questões como religião, cultura, saúde, educação, segurança, sem ainda, claro, entrar no campo das propostas.</p>
<h2 style="font-weight: 400;"><strong>E as chuvas de março </strong><strong>vêm fechando o verão</strong></h2>
<p style="font-weight: 400;">Cumprida a primeira fase da pré-campanha, aquela em que você será, aos poucos, apresentado ao eleitor, de forma humanizada, sem entrar na política e sem ser candidato ainda – de preferência –, chega a hora de começar a tocar na ferida e dar as primeiras demonstrações de que você está no jogo e que veio para jogar firme.</p>
<p style="font-weight: 400;">A partir de março é o momento em que os governos estaduais e o governo federal dão as últimas cartadas pensando no pleito que se aproxima. É a sua oportunidade de entrar na pauta, estabelecer seu foco mais preciso – já definido lá atrás, no Diagnóstico e Planejamento –, mostrar conhecimento por aqueles três assuntos que você definiu, junto com seu grupo, que serão as suas prioridades em um possível mandato, jogar pesado nas redes, conquistar novos públicos e formar reputação digital.</p>
<h2 style="font-weight: 400;"><strong>Domina a narrativa </strong><strong>quem domina a pauta</strong></h2>
<p style="font-weight: 400;">Sem pauta não tem narrativa. Não tem discurso. Não tem posicionamento. Não tem diálogo com o cidadão/eleitor. Bora partir pra cima em março e abril e preparar o caminho para entrar na terceira fase da campanha, mobilizando o máximo de pessoas, criando sua equipe de embaixadores, de defensores de suas ideias, que precisam ser transformadas em ideias do eleitor.</p>
<p style="font-weight: 400;">Já ouviram aquela história de que <em>“o eleitor vota em si mesmo”</em>. Muita gente reivindica a autoria, mas vai saber quem usou pela primeira vez. O importante é que, ao ouvir a sua narrativa, o seu discurso nas redes e em reuniões, o cidadão/eleitor pense: <em>“Ele pensa como eu penso. Nós temos as mesmas causas”</em>. É isso. A reação tem que vir de lá para cá. Conseguido isso, é meio caminho andado.</p>
<h2 style="font-weight: 400;"><strong>Agora, o eleitoral precisa </strong><strong>entrar em campo de vez</strong></h2>
<p style="font-weight: 400;">Já fiz o trabalho de base. Aumentei significativamente o número de cidadãos/eleitores que me conhecem. Já consegui puxar muita gente pra defender as minhas causas, que cada um deles reconhece como suas. Agora é partir de vez para a política eleitoral. <em>“Mas eu não assumi que sou candidato ainda?”</em> Já, mas para públicos mais restritos, aqueles com os quais tive contato direto e aqueles que conquistei como embaixadores pelas redes.</p>
<p style="font-weight: 400;">Então, maio e junho, com uma beirada de julho são os meses em que eu vou jogar pesado na política. Um posicionamento mais claro, mostrar que tenho lado. Apontar soluções para os problemas discutidos nos níveis estadual e federal e que estarão no auge. É preciso estar muito atento para as oportunidades.</p>
<p style="font-weight: 400;">Nunca é tarde para reforçar: este artigo está sendo escrito para aqueles que vão entrar pela primeira vez na disputa eleitoral. Aqueles que já têm cargo eletivo estão em outra conversa.</p>
<h2 style="font-weight: 400;"><strong>Bora pra cima, que </strong><strong>é hora de Convenção!</strong></h2>
<p style="font-weight: 400;"> Final de julho e início de agosto é a hora da verdade. Chegam as Convenções Partidárias e com elas as escolhas daqueles que disputarão as vagas eleitorais. Você precisa estar consolidado aqui. O partido ou Federação precisa entender que você está preparado e que tem viabilidade eleitoral ou, no mínimo, condição de contribuir de forma significativa para a chapa.</p>
<p style="font-weight: 400;">Passado este momento, é corrida de 100 metros rasos. Tudo se intensifica, multiplica. É preciso ter foco. Saber estabelecer o Território para não se perder. Ter a Estratégia Digital de Campanha correta. Ter o Planejamento correto. Ter o Posicionamento correto. Entender como funciona a Operação de Campanha. Fazer os investimentos certos, de recursos financeiros normalmente escassos.</p>
<p style="font-weight: 400;">E você pode percorrer todo esse caminho de forma orientada. O passo certo de uma candidatura é a profissionalização. O Imersão Total 360 vai ocorrer em São Paulo, dia 19 de novembro, de 8 às 18 horas. Marcello Natale, Juarez Guedes, Rodrigo Mendes e eu vamos detalhar os passos certos para o seu projeto político.</p>
<p style="font-weight: 400;">Não seja mais um a compor o meio da tabela. Vamos pra cima!</p>
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		<title>No fio da navalha</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Henrique Faria]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Oct 2025 18:30:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Alcateia Política]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Crédito da foto Lula Marques/ Agência Brasil &#160; Como de papel dominador, o Congresso virou dominado pela pauta do Governo, fruto da renovação das manifestações de rua e críticas pesadas da imprensa Por João Henrique Faria &#160; Como virou praxe nos últimos meses, tá valendo cada vez mais o dito “o mundo não gira, capota”. [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Crédito da foto<br />
Lula Marques/ Agência Brasil</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em><br />
Como de papel dominador, o Congresso virou dominado pela pauta do Governo, fruto da renovação das manifestações de rua e críticas pesadas da imprensa</em></p>
<p style="text-align: right;"><strong>Por João Henrique Faria</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Como virou praxe nos últimos meses, tá valendo cada vez mais o dito <em>“o mundo não gira, capota”</em>. Na política brasileira, então, a coisa vai numa escalada sem fim. Ao tentar impor uma pauta imprópria – e aqui já vai meu primeiro juízo de valor –, a Câmara dos Deputados, entenda-se oposição, Centrão e Hugo Motta, trocou os pés pelas mãos. O Senado foi mais cauteloso.</p>
<p>De uma “tomada da cena” protagonizada pela oposição mais radical de extrema direita – que demonstrou à opinião pública uma fraqueza do presidente da Casa –, à votação unânime do projeto do Governo Lula que isenta de Imposto de Renda (IR) aqueles que ganham até R$ 5 mil e taxa os mais ricos, o que se viu foi uma reviravolta histórica, com forte peso da opinião pública e um papel essencial, mas que até bem pouco tempo era pífio, da mídia brasileira, que acompanhou o coro da sociedade, postando-se de forma contrária à “PEC da Blindagem”, apelidada de “PEC da Bandidagem” e favorável ao projeto do IR.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><strong>É bom voltar alguns poucos </strong><strong>meses que já viraram história         </strong></h3>
<p>Quando analisamos os primeiros meses de 2025, o quadro que se observava era de um derretimento forte do Governo Lula, com críticas que iam da comunicação à falta de domínio da pauta. Já naquela época, em grupos de WhatsApp, em minhas observações eu apontava que nada era definitivo e que fatos relevantes mudam o cenário e de uma forma muito ligeira.</p>
<p>Relembrando uma velha raposa de Minas, Magalhães Pinto: <em>“Política é como nuvem. Você olha ela está de um jeito. Olha de novo e ela já mudou”</em>. E assim foi e está sendo. É definitivo? Claro que não, mas como meus colegas consultores políticos gostam de dizer, são tendências. De forma especial, o início do julgamento, agora já encerrado, do grupo que estava na linha de frente da tentativa de golpe de Estado pós-eleição de 2022, pelo Supremo Tribunal Federal (STF) – fato de relevância inicialmente interna –, bem como a movimentação de Eduardo Bolsonaro – não consigo nominá-lo como deputado, desculpem –, nos estados Unidos, agindo contra o país e provocando uma sobretaxa a produtos brasileiros, serviram de alavanca e de narrativa positiva para o Governo Lula, que passou a conquistar pontos importantes nas pesquisas de opinião, tanto na avaliação do governo, quanto nas pesquisas eleitorais para a Presidência da República.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><strong>Anistia fica fora da pauta, </strong><strong>com cara de nunca mais</strong></h3>
<p>Neste jogo dos Poderes, o Senado teve papel fundamental. Aprovada na Câmara dos Deputados e reprovada pela opinião pública, a matéria é enviada ao Senado e o presidente Davi Alcolumbre encaminha para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) que, por unanimidade, derruba a proposta, que é enterrada. Como tentativa final da oposição, o deputado Paulinho da Força é alçado a “negociador da pacificação”. Primeiro passo errado: reunião com o ex-presidente da República Michel Temer e com o deputado federal Aécio Neves, ambos personagens de momentos nada republicanos de nossa história recente.</p>
<p>Some-se a isso a busca de criar um tom mais leve para a questão e a “anistia” vira “dosimetria”. E aí a coisa volta a envolver uma nova fonte de conflito com o STF. Quem estabelece a dosimetria das penas é o Judiciário. Mas a genialidade sempre supera o bom senso. O que Paulinho da Força e deputados de oposição – exceção ao PL, que segue exigindo “anistia geral” – buscam é modificar as leis penais, reduzindo as penas de alguns dispositivos para beneficiar os condenados pelo STF, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro.</p>
<p>Ao que parece, também esta tentativa está virando água. Em especial porque, caso a Câmara dos Deputados resolvesse bancar a matéria, as chances de novamente haver uma reviravolta no Senado é muito grande. Assim, surge um “novo” Hugo Motta, e anuncia que o momento é de votar pautas positivas para o país. O desgaste foi grande demais. As críticas ao presidente da Câmara dos Deputados foram fontes de adjetivações que eu me recurso também a repetir aqui, por vergonha alheia.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><strong>As ruas e seu papel essencial </strong><strong>na defesa da democracia</strong></h3>
<p>Apesar de números sempre contraditórios em relação à presença de público nas manifestações de rua no Brasil, o que se viu no mês de setembro foi uma multidão tomando conta das ruas das principais cidades do país, num grito uníssono contra a blindagem e também contra a anistia. O reflexo imediato tem nome: eleições 2026. Com a opinião pública se mostrando, inclusive em pesquisas de opinião, contrária às teses buscadas na Câmara dos Deputados, o que se viu foi um enorme desgaste, aí invadindo os espaços nos estados brasileiros e respingando em seus políticos.</p>
<p>O saldo de todo esse processo, até aqui, é a valorização do STF e do Senado. E o grande vitorioso o Governo do presidente Lula, que, após jornada inglória nos primeiros meses de 2025, hoje surfa em uma onda de aprovações de projetos de interesse do povo brasileiro, e que tem pai.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><strong>Um personagem volta </strong><strong>a sair das sombras</strong></h3>
<p>Líder inconteste, na perspectiva das relações internas de poder, o deputado federal Arthur Lira, de Alagoas, esteve presente em todos estes movimentos, sempre sendo ouvido e sendo dado a ele os louros desta ou daquela ação, a começar pela retomada da Mesa Diretora da Câmara pelo presidente Hugo Motta. Essencial, também, o papel na retomada da pauta positiva, uma vez relator do projeto de Isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil e nas negociações com os mais variados setores sobre as taxações aos mais ricos.</p>
<p>Lira consegue votação unânime ao projeto no plenário da Câmara, elina uma série de proposições que visavam lançar armadilhas ao governo Lula, na perspectiva de não conseguir as compensações necessárias à perda de arrecadação com a isenção e, de quebra, vence uma queda de braços com seu adversário Renan Calheiros, senador também pelo estado de Alagoas, com quem vai disputar vaga ao Senado em 2026.</p>
<p>Mas o que está em jogo não é apenas a mera disputa eleitoral, mas sim o apoio do presidente Lula no pleito. Tendo em vista que Renan já é da base de Lula, Lira também precisa buscar este apoio, essencial para suas pretensões eleitorais.</p>
<p>Tem mais pautas vindo aí. Fiquemos de olho nas nuvens.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>É a política, seu burro!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Henrique Faria]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Sep 2025 19:15:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Alcateia Política]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Vivemos tempos sombrios – ou sempre vivemos? -, em que a versão supera o fato e a narrativa do poder impõe uma visão distorcida, com direito a ameaças gerais de uso do poder econômico ou uso do poder militar Por João Henrique Faria “É a economia, burro!” A frase dita pelo consultor político James Carville, em [&#8230;]</p>
<p>O conteúdo <a href="https://blog.alcateiapolitica.com.br/e-a-politica-seu-burro/">É a política, seu burro!</a> aparece primeiro em <a href="https://blog.alcateiapolitica.com.br">Alcateia Política</a>. - <a href="https://blog.alcateiapolitica.com.br/author/joao/">João Henrique Faria</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="font-weight: 400;"><em>Vivemos tempos sombrios – ou sempre vivemos? -, em que a versão supera o fato e a narrativa do poder impõe uma visão distorcida, com direito a ameaças gerais de uso do poder econômico ou uso do poder militar</em></p>
<p style="font-weight: 400; text-align: right;"><strong>Por João Henrique Faria</strong></p>
<p style="font-weight: 400;"><em>“É a economia, burro!”</em> A frase dita pelo consultor político James Carville, em 1992, durante campanha presidencial norte-americana, é presença constante nas análises de cenários governamentais e eleitorais em todo o mundo. No Brasil, não é diferente. Com a nação mais poderosa do mundo, tanto do ponto de vista econômico – com razoáveis indícios de decadência –, quanto bélico, nas mãos de um governante destemperado, cria-se o ambiente caótico ideal para a proliferação de teorias da conspiração, <em>fake news</em> e busca de imposições.</p>
<p style="font-weight: 400;">Certamente, no caso do Brasil, colabora com isso a nossa mídia, ávida por manchetes escandalosas e que possam resultar na ocupação de horas de debates inúteis nos mais diversos canais. A última destas aberrações teve como mensageira Karoline Leavitt, a porta-voz do governo de Donald Trump, aquela que quer que o chefe ganhe o Prêmio Nobel da Paz, de qualquer maneira.</p>
<p style="font-weight: 400;">De acordo com a nossa mídia, Trump não descarta o uso de força militar “no Brasil” (aff!).</p>
<h2 style="font-weight: 400;"><strong>Vamos analisar o fato </strong><strong>e a versão do fato</strong></h2>
<p style="font-weight: 400;">O que disse Koroline Leavitt? Vamos lá: <em>“Posso dizer que essa é uma prioridade para o governo. O presidente não tem medo de usar o poder econômico e o poder militar dos EUA para proteger a liberdade de expressão <strong>ao redor do mundo</strong>”</em> (grifo meu). Não é preciso muito esforço para entender-se que a frase tem um tom genérico, não foi, em momento algum, dirigida ao Brasil, de forma direta.</p>
<p style="font-weight: 400;">Claro, fazemos parte do mundo, de forma especial, para os Estados Unidos, estamos de fato “ao redor”, uma vez que, para eles, aí independe de quem esteja no poder, o centro do mundo são eles. E, para beneficiá-los, dane-se quem será prejudicado, danem-se 60 mil pessoas são assassinadas na palestina, outras tantas mil na Croácia e em tantos outros conflitos, independente de cargas ideológicas. O que importa é: <em>“É do nosso interesse? Existem questões econômicas e políticas em jogo? Estamos sendo de alguma forma prejudicados ou supostamente prejudicados? Sim? Então toca fogo no mundo”</em>.</p>
<h2 style="font-weight: 400;"><strong>Interesse econômico, sim. </strong><strong>Interesse político, também.</strong></h2>
<p style="font-weight: 400;">E voltamos ao título deste artigo: <strong>“É a política, seu burro!”</strong>. Evidente que os Estados Unidos têm interesses econômicos no Brasil, sejam aqueles interesses normais, de troca, suprindo carências um do outro, sejam aqueles interesses que apontam para o futuro e que têm diretamente a ver com o desenvolvimento tecnológico exponencial, para o qual o mundo tão rapidamente caminha.</p>
<p style="font-weight: 400;">Nossos minerais são de interesse confesso dos Estados Unidos. Mas não só deles. Devem ser principalmente de interesse nosso. Mas é aí que entra a política. O que eu (Trump), à frente do maior império do mundo, posso conseguir com um governo e governantes que buscam consolidar o Brasil como uma potência econômica mundial, com base na defesa da soberania?</p>
<h2 style="font-weight: 400;"><strong>Afinal de contas, </strong><strong>o que somos?</strong></h2>
<p style="font-weight: 400;">Chamar o governo brasileiro de socialista é uma piada. Temos um governo com uma forte base social, sim, mas ainda calcada em projetos de passado recente – governos Lula 1 e 2 – e uma ou outra ação mais recente, em áreas específicas. No mais, toda a discussão passa por questões de natureza econômica e de narrativas políticas falsas, vindas da oposição, que busca descarregar suas frustrações eleitorais.</p>
<p style="font-weight: 400;">Acabamos de assistir ao “desembarque” de União e PP, em nova federação, do governo. Peraí! Assistimos mesmo? Quem saiu? Já se fala em desembarque de filiados nestes dois partidos, agora federados, para outras legendas – que já se oferecem –, assim que a legislação o permitir, ou seja, na janela eleitoral do início do próximo ano. Sem contar os embates regionais que as duas legendas travam, em diversos estados, e que conflitam com as pretensões para as eleições de 2026.</p>
<p style="font-weight: 400;">Sendo bonzinho, no mínimo 70% dos cargos em ministérios (desculpem usar números imprecisos), somando-se aos de segundo e terceiro escalões, são ocupados por centro e por direta. Então, onde está o governo de esquerda?</p>
<h2 style="font-weight: 400;"><strong>A busca da sobrevivência </strong><strong>e os governos de coalizão</strong></h2>
<p style="font-weight: 400;">Ainda vivemos, do ponto de vista político, aquilo que é chamado de “polarização”. Se ela existe, não é de agora. Sempre tivemos, na história recente, dois grupos políticos que se digladiaram na busca do poder. Da mesma forma, sempre tivemos ações fisiológicas de partidos, que se somam ao poder para usufruírem de seus quinhões em troca de apoio político ao Governo Central.</p>
<p style="font-weight: 400;">Se, por um lado, este punhado de gente, de fontes ideológicas diversas e muitas vezes até mesmo inexistentes, junta-se para formar um “governo de coalizão”, sob a justificativa de conseguir a governabilidade, de outro lado, o preço pago costuma ser muito alto. No entanto, em um país que vem se acostumando aos diversos tipos de golpes (civil-militar, militar, parlamentar&#8230;), talvez a coalizão seja a busca de uma defesa da sobrevivência política, com a conquista de pequenas, mas necessárias, causas e a disputa insana pela aprovação do que é básico, até mesmo para as grandes potências capitalistas, como o imposto sobre as grandes fortunas, apenas para ficar em um exemplo.</p>
<h2 style="font-weight: 400;"><strong>O que existe é o básico: </strong><strong>uma defesa da soberania</strong></h2>
<p style="font-weight: 400;">Mas o que está na pauta, hoje, no Brasil, é a defesa da soberania nacional, entendida em diversos aspectos, incluindo aí a punição àqueles que continuam a agir como se aqui fosse possível, a cada dois, quatro, seis anos, a troca de poder por meios ilegítimos e ilegais. Instados por uma força política de extrema direita, que tem sua força maior em uma ação internacional, mas principalmente motivada pela extrema direita norte-americana e seus idealizadores.</p>
<p style="font-weight: 400;">E como fica a Justiça em meio a tudo isso? Da mesma forma que o governo Lula, fica na mira daqueles que, via política, buscam conseguir atingir seus interesses econômicos. A sociedade, indignada, aponta a inação do Legislativo Federal em relação aos crimes cometidos por seus pares (deputados e senadores) e a demora na tomada de decisões, o que transparece fraqueza, ausência de comando.</p>
<p style="font-weight: 400;">E as questões caem no colo, geralmente, do Supremo Tribunal Federal (STF), que, em primeira e última instância, tem como função precípua a defesa da Constituição Federal. STF não toma atitudes próprias. É uma instância máxima de Justiça, que é acionada. Ou seja, tudo aquilo que o STF faz é meramente reativo. Portanto, não há como alegar ativismo jurídico, uma vez que tudo é fruto de demanda da sociedade, por meio de pessoas, partidos e outras instituições, que se veem no direito de questionar, seja lá o que for. Cabe ao STF apenas analisar e decidir.</p>
<p style="font-weight: 400;">Mas aí vem o Fux&#8230;</p>
<p style="font-weight: 400;">Bom, deixa pra um outro artigo.</p>
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		<title>O caminho da convivência saudável</title>
		<link>https://blog.alcateiapolitica.com.br/o-caminho-da-convivencia-saudavel/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Henrique Faria]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Jul 2025 21:02:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Alcateia Política]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quem ficar fora de sintonia com a nova realidade do mercado do Marketing Político, tende a caminhar só por João Henrique Faria * Existem profissões nas quais o nível de concorrência é altíssimo, até mesmo desleal. Mas em outras, a busca da profissionalização, da troca de informações e o entendimento de que há espaço pra [&#8230;]</p>
<p>O conteúdo <a href="https://blog.alcateiapolitica.com.br/o-caminho-da-convivencia-saudavel/">O caminho da convivência saudável</a> aparece primeiro em <a href="https://blog.alcateiapolitica.com.br">Alcateia Política</a>. - <a href="https://blog.alcateiapolitica.com.br/author/joao/">João Henrique Faria</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="font-weight: 400;"><em>Quem ficar fora de sintonia com a nova realidade do mercado do Marketing Político, tende a caminhar só</em></p>
<p style="font-weight: 400; text-align: right;"><strong><em>por João Henrique Faria *</em></strong></p>
<p style="font-weight: 400;">Existem profissões nas quais o nível de concorrência é altíssimo, até mesmo desleal. Mas em outras, a busca da profissionalização, da troca de informações e o entendimento de que há espaço pra todo mundo é a tônica. O Marketing Político caminha para isso. Com a cabeça nos desafios de campanhas e mandatos, estamos abrindo frentes, apostando cada vez mais na formação e no fortalecimento por meio de eventos que se consolidam e por organizações que buscam aglutinar conhecimento na área.</p>
<p style="font-weight: 400;"><strong>A ALCATEIA POLÍTICA </strong><strong>SE SOMA À FORÇA </strong><strong>INSTITUCIONAL </strong><strong>DO CAMP</strong></p>
<p style="font-weight: 400;">No final de 2021, nós da <strong>Alcateia Política</strong> nos juntamos com este espírito. Trocar ideias, informações, formatar negócios e buscar uma inserção maior no mercado. Quase quatro anos depois, acumulamos campanhas, produtos – a exemplo do <strong>AlcateiaCast</strong> –, um blog democrático, onde estabelecemos um rodízio de autores para as publicações e a parceria de diversos veículos de comunicação, a exemplo do <strong>Portal F5 Paraíba</strong>. Espalhamos, hoje, nossos artigos, além da Paraíba, para os estados de Minas Gerais, São Paulo, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.</p>
<p style="font-weight: 400;">Ao final de 2024, mais precisamente em novembro, decidi, sob a tutela dos amigos Rodrigo Mendes e Celso Lamounier, ingressar no <strong>Clube Associativo dos Profissionais de Marketing Político (CAMP)</strong> e iniciei, na <strong>Alcateia Política</strong>, a campanha <em>“Alcateia agora também é CAMP”</em>. Hoje, tá faltando apenas um lobo pra trilhar o mesmo caminho. E está sendo, para todos, um momento de crescimento, participando ou simplesmente acompanhando as discussões de alto nível que ocorrem nos grupos de WhatsApp, envolvendo pessoas históricas de nossa propaganda e de nosso marketing político, bem como uma juventude engajada e muito conhecedora dos novos processos vindos das redes sociais e da chamada inteligência artificial. Este mês, participei como jurado do 4º Prêmio CAMP da Democracia, o que pra mim foi uma honra.</p>
<p style="font-weight: 400;"><strong><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter wp-image-1613 size-full" src="https://blog.alcateiapolitica.com.br/wp-content/uploads/2025/07/WhatsApp-Image-2025-07-30-at-18.02.39.jpeg" alt="" width="1600" height="1066" srcset="https://blog.alcateiapolitica.com.br/wp-content/uploads/2025/07/WhatsApp-Image-2025-07-30-at-18.02.39.jpeg 1600w, https://blog.alcateiapolitica.com.br/wp-content/uploads/2025/07/WhatsApp-Image-2025-07-30-at-18.02.39-300x200.jpeg 300w, https://blog.alcateiapolitica.com.br/wp-content/uploads/2025/07/WhatsApp-Image-2025-07-30-at-18.02.39-1024x682.jpeg 1024w, https://blog.alcateiapolitica.com.br/wp-content/uploads/2025/07/WhatsApp-Image-2025-07-30-at-18.02.39-768x512.jpeg 768w, https://blog.alcateiapolitica.com.br/wp-content/uploads/2025/07/WhatsApp-Image-2025-07-30-at-18.02.39-1536x1023.jpeg 1536w" sizes="(max-width: 1600px) 100vw, 1600px" /> </strong></p>
<p style="font-weight: 400;"><strong>EVENTOS MARCAM </strong><strong>UM NOVO TEMPO, </strong><strong>COM MUITA TROCA </strong><strong>DE CONHECIMENTO</strong></p>
<p style="font-weight: 400;">No dia 26 de abril, em Belo Horizonte, decidi encarar, na marra, por minha empresa, a <em>Fator Inteligência e Marketing</em>, a realização de um evento voltado para o governamental. Foi uma luta danada, mas também foi um sucesso o <strong>Marketing 360 para Mandatos BH</strong>. Colocamos 165 pessoas no auditório do CREA-MG. Algumas pessoas não acreditavam: <em>“Os mineiros são complicados. Evento pago. Sei não”</em>. Pois bem. O resultado foi tão bom, que agora juntaram-se a mim o Rodrigo Mendes (RMR Consultoria), Juarez Guedes (Agência Seleta) e Marcello Natale (bn3) para fazer o <strong>Marketing 360 para Mandatos SP</strong>. Rodrigo e Juarez estiveram em BH, como palestrantes.</p>
<p style="font-weight: 400;">O evento vai ser no dia 8 de agosto agora, uma sexta-feira, de 8 da manhã às 8 da noite. Uma verdadeira imersão, no auditório da Associação dos Auditores Fiscais do Estado de São Paulo (AFRESP), rua Brigadeiro Luiz Antônio, 4.843, Jardim Paulista, SP (Capital). Em Minas, foram 12 palestrantes. Em São Paulo serão 18 dos maiores craques em Marketing Político Eleitoral e Governamental do Brasil, incluindo meus parceiros de <strong>Alcateia Política</strong>, Nilson Hashizumi e Christian Jauch. Caberia muito mais gente aí. Quem sabe da próxima programamos uma super imersão de dois ou três dias. Loucura, loucura, loucura.</p>
<p style="font-weight: 400;"><strong>INSPIRAÇÃO </strong><strong>VEIO DO COMPOL, </strong><strong>PIONEIRO NOS </strong><strong>EVENTOS COLETIVOS</strong></p>
<p style="font-weight: 400;">Guarde este nome: Marcello Natalle. O cara é maluco, no bom sentido – se é que existe mau sentido pra maluco. “De perto, ninguém é normal”, certo?  Criou o Compol Brasil, um evento que abraça o país inteiro. Primeiro em suas versões estaduais – participei, ano passado, em Goiânia (GO). Este ano, fiz minha palestra, em junho, no primeiro dos três dias do Compol Brasil, em Florianópolis, por onde passaram mais de 150 palestrantes. Meu parceiro de <strong>Alcateia</strong>, Nilson Hashizumi, também foi palestrante.</p>
<p style="font-weight: 400;">É um trem, como diríamos nós, mineiros, impressionante. Centenas de pessoas distribuídas por várias plateias em vários palcos. Foi junto com o Summit. Só pro <strong>Compol Brasil</strong> eram três palcos. O melhor do evento: a camaradagem. Todo mundo se apoiando, se conhecendo e fazendo muito, mas muito network.</p>
<p style="font-weight: 400;">E assim todo mundo vai se juntando. São muitas as atividades que envolvem a Comunicação Política. E os profissionais precisam, sempre uns dos outros. Agora, cada um soma a sua experiência às experiências dos demais e vamos construindo um novo universo profissional.</p>
<p style="font-weight: 400;">Pra quem quiser, as portas estão abertas. É só entrar.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://blog.alcateiapolitica.com.br/o-caminho-da-convivencia-saudavel/">O caminho da convivência saudável</a> aparece primeiro em <a href="https://blog.alcateiapolitica.com.br">Alcateia Política</a>. - <a href="https://blog.alcateiapolitica.com.br/author/joao/">João Henrique Faria</a></p>
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		<title>Sobre política, imagem, redes e sociedade</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Henrique Faria]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 20 May 2025 13:58:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Alcateia Política]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Fascinada pelas facilidades a ela vendidas, a sociedade &#8211; em especial os mais vulneráveis economicamente &#8211; termina por ser dominada pelos discursos ainda mais fáceis e que carregam para um abismo ético a política e a comunicação pelas redes, sob a desculpa do livre arbítrio por João Henrique Faria Relutei muito antes de decidir escrever [&#8230;]</p>
<p>O conteúdo <a href="https://blog.alcateiapolitica.com.br/sobre-politica-imagem-redes-e-sociedade/">Sobre política, imagem, redes e sociedade</a> aparece primeiro em <a href="https://blog.alcateiapolitica.com.br">Alcateia Política</a>. - <a href="https://blog.alcateiapolitica.com.br/author/joao/">João Henrique Faria</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="font-weight: 400;"><em>Fascinada pelas facilidades a ela vendidas, a sociedade &#8211; em especial os mais vulneráveis economicamente &#8211; termina por ser dominada pelos discursos ainda mais fáceis e que carregam para um abismo ético a política e a comunicação pelas redes, sob a desculpa do livre arbítrio </em></p>
<p style="font-weight: 400; text-align: right;"><strong>por João Henrique Faria</strong></p>
<p style="font-weight: 400;">Relutei muito antes de decidir escrever este artigo, da forma e com a dimensão que faço. O tema gerou inúmeras facilidades, para também inúmeros articulistas e analistas, seja no campo da comunicação, seja no campo da política. Digo facilidades no sentido da análise técnica pura, baseada em números, e em utilização eficiente de espaços, como as redes sociais, ou mesmo a mesa de debates do Senado, transformada em picadeiro – uma plateia interna eleita e que deveria ser qualificada e se prestar ao centro da discussão, cujo fim é a plateia externa.</p>
<p style="font-weight: 400;">Não caberá a este texto a crítica a este(a) ou aquele(a) autor(a), que se colocou na arena do debate e, consequentemente, se expôs à opinião pública. Opinião pode ser contradita, mas não negada. É objeto pessoal e intransferível, feito “convite pra festa chic”. Portanto, um salve para cada um(a) que se aventurou nessa jornada. Claro que isso não significa concordância. E é a partir daqui que começo.</p>
<h2 style="font-weight: 400;"><strong>Estamos a serviço da sociedade ou </strong><strong>entregues diante do espetáculo?</strong></h2>
<p style="font-weight: 400;">Em um mundo em que a valorização do ser humano está cada vez mais no campo do ter, em que as avaliações sobre ser “bem sucedido” e “mal sucedido” também seguem a mesma linha, os discursos derivados da sessão da CPI &#8211; que deveria discutir os efeitos perversos que as chamadas “<em>bets</em>” estão provocando na sociedade brasileira -, descambaram para os milhões já acumulados pela personagem central e a sua facilidade de dominar um espaço político, com ações de caráter midiático: sorriso no rosto, fala “leve”, foto de filha na camiseta, roupas despojadas, comuns, enfim, uma estética da simplicidade, diante de homens e mulheres do poder.</p>
<p style="font-weight: 400;">De outro lado, um senador que teve sua ascensão na política na base do discurso de combate à própria política e que hoje, além do seu mandato, tem um irmão prefeito e outro deputado estadual – de fato, o ex-presidente soube fazer escola -, termina por fortalecer o espetáculo, ao pedir vídeo pra esposa e filhota, fãs que são da <em>influencer</em>. Ele próprio é um.</p>
<p style="font-weight: 400;">Por fim, o que deve ficar não são as falas constrangedoras e até mesmo comprometedoras da moça, mas sim os milhares de novos seguidores que diversos personagens da cena, inclusive a senadora que é relatora da CPI, ganharam ao final.</p>
<h2 style="font-weight: 400;"><strong>Ao final, o louvor vai para quem </strong><strong>conquista tudo pelos algoritmos</strong></h2>
<p style="font-weight: 400;">Muitos são os casos, em especial em redes como o TikTok, em que adolescentes disputam, em assuntos dos mais banais, como uma suposta paquera ao namorado da amiga, quem consegue mais seguidores. E não são apenas alguns milhares de seguidores, são milhões.</p>
<p style="font-weight: 400;">A futilidade tomou conta das redes em diversos aspectos, mas seria também interessante que isso viesse para o campo da política? “Mas João, você está negando o efeito das redes!” Não, não se trata de negar, ao contrário é afirmar: as redes são extremamente poderosas, em especial para as banalidades.</p>
<p style="font-weight: 400;">Não é à toa que existiu a banalização ou criminalização da política, como se por si só a política fosse um mal. E dá-lhe cada vez mais pessoas sem a mínima capacidade de se envolver com assuntos sérios, que implicam na maior parte das vezes em definir o destino de toda uma nação, ocupando cargos para os quais são eticamente despreparados.</p>
<p style="font-weight: 400;">Tudo bem que é uma necessidade saber fazer uso das redes, de todas ou quase todas as redes. Mas será necessário rebaixar o tom da discussão? Será necessário igualar as baixarias? Será necessário esquecer que milhões de brasileiros, de baixa renda, endividados, desesperados, estão ficando a cada dia mais perto de um ato de loucura, por encontrarem no jogo a saída para seus problemas e, ao final, perceberem que o buraco vai ficando cada vez mais fundo?</p>
<h2 style="font-weight: 400;"><strong>Quando os vulneráveis estão em risco, </strong><strong>a ação política deve servir de proteção<br />
</strong></h2>
<p style="font-weight: 400;">A frase acima, que serve de intertítulo ao texto geral, passou longe da sessão da comissão do Senado encarregada de discutir as <em>bets</em>. Ao menos nos famosos recortes e nos mais variados artigos publicados, o que se discute é o papel “impecável” da atriz que sobe ao palco da política e deixa à deriva os(as) senhores(as) detentores(as) do poder. Mesmo que ela minta descaradamente, mesmo que ela, já tendo todas as facilidades financeiras, busque mais um caminho para jogar &#8211; desculpem o uso da palavra &#8211; milhões de brasileiros, por ela influenciados, em um grande circo de horrores.</p>
<p style="font-weight: 400;">Em entrevista recente, um ex-jogador de futebol e hoje técnico de um time de massas, declarou: <em>“Quando eu era novo, assistia à Fórmula 1 com meu pai e todos os carros tinham propaganda de cigarro. Hoje não pode mais. Recebi várias ofertas para fazer propaganda de casas de apostas, mas não faço, porque eu sei o dano que é para as pessoas que apostam, o vício, é uma droga, infelizmente. Daqui a 20 anos a gente vai olhar e falar: ‘caramba, todos os times, lugares, anunciavam casas de apostas’. Mas o dano que está fazendo para tantas pessoas, a gente não tem a real noção do que está acontecendo”.</em></p>
<p style="font-weight: 400;">Mas os senhores e senhoras senadores(as) têm. Os bilhões gastos no jogo propiciado pelas<em> bets</em> e que vêm de bolsos já minguados, já sem ter de onde tirar. O que começa como “possível saída”, rapidamente transforma-se, sob o olhar passivo e, portanto, conivente, das autoridades, em desastre total. Uma sociedade cada vez mais corroída, cada vez mais fragmentada e sem rumo.</p>
<h2 style="font-weight: 400;"><strong>Um conceito muito simples, mas que cai como uma luva</strong></h2>
<p style="font-weight: 400;">“Ética é a obediência ao que não é obrigatório.”</p>
<p style="font-weight: 400;">Caramba, olha o técnico do time de massas aí! Quando ouvi isso, vindo de um jornalista, fiquei impressionado. Da mesma forma, quando ouvi, de um futuro político, em um “diamante”, que empatia não é se colocar no lugar do outro, porque ninguém consegue isso. Segundo o hoje deputado federal, “empatia é se colocar ao lado do outro”. Simples e correto.</p>
<p style="font-weight: 400;">Para as redes e aqueles que fazem uso delas pelos cliques, se não é obrigatório, eu posso fazer, posso escrever, posso publicar, posso lucrar. Talvez, se fôssemos traduzir este tão simples conceito, cairíamos no campo da moral, ou seja, não importa se tal coisa não é ilegal, o que importa são os efeitos que isso irá provocar e a quem isso vai atingir.</p>
<p style="font-weight: 400;">Uma vez que ética é um somatório de moral, costumes, hábitos, normas, leis&#8230; ética é sim, da forma mais pura, “a obediência ao que não é obrigatório”. Não só por não haver uma regra ou uma lei, isso importa em eu poder fazer uso deste ou daquele instrumento que prejudica outrem.</p>
<p style="font-weight: 400;">Um outro conceito, que sempre gostei de usar na disciplina <em>“Legislação e Ética em Jornalismo”</em>, nos anos em que fui professor de graduação, foi elaborado por mim, com base no somatório de alguns outros conceitos: <em>“Ética são os costumes (moral por hábitos/usos) e leis (normas/regras) existentes em uma determinada sociedade, em um determinado tempo/período histórico.”</em></p>
<p style="font-weight: 400;">Isso me lembra um material que vi, outro dia. Alguém falando dos filmes que viu recentemente e que o impactaram. O primeiro filme citado era sobre uma pessoa que é colocada em sono e que acorda 500 anos depois. E, pasmem, nesta sociedade em que esta pessoa de inteligência média acorda, ela é a mais inteligente, porque trata-se de uma sociedade totalmente emburrecida. Ele, mediano, é o mais inteligente dos seres da face da terra.</p>
<p style="font-weight: 400;">Qualquer semelhança com aquilo que vivemos do ponto de vista da política no cenário mundial, não é mera coincidência.</p>
<blockquote><p><strong>P.S.: Vocês, leitores atentos que são, devem ter observado que, seja nos exemplos ruins ou nos bons, ao citar alguém, contrariei todas as regras do jornalismo e não apontei seus nomes. Digamos que seja um joguinho. Mas duvido que vocês não saibam quem são os personagens deste texto, pelo menos em sua grande maioria.</strong></p></blockquote>
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